UM aceita autocarros dos TUB que não podem entrar no Campus.

O que diria o senhor Professor Doutor Marcelo Rebelo de Sousa se tivesse de vir dar uma aula à Universidade do Minho e tivesse de andar centenas de metros a pé porque a rampa de acesso à escola não permite a entrada dos autocarros dos TUB no Campus de Gualtar?
Diria que o passe que lhe foi entregue pelo Presidente da Câmara Municipal de Braga, em 2016, Ricardo Rio, como prova do esforço dos TUB para a mobilidade sustentável era publicidade enganadora
A Juventude Socialista lamenta que a Câmara Municipal não tenha criado as condições necessárias para a entrada dos autocarros dos TUB (Transportes Urbanos de Braga) no Campus de Gualtar da Universidade do Minho (UM).
A posição dos jovens socialistas surge após a decisão da Câmara de Braga ter dado luz verde à aquisição de novos autocarros que se destinam a reforçar a linha entre a estação de Comboios e a Universidade do Minho.
Também a Universidade do Minho já despachou a autorização para a entrada dos autocarros no Campus de Gualtar, à semelhança do que acontece no Campus de Azurém, em Guimarães, de modo a servir melhor a comunidade universitária.
Apesar de tudo isto, a Juventude Socialista denuncia que, com as obras realizadas na Rua Nova de Santa Cruz, a Câmara Municipal tenha ignorado a construção de uma rampa para acesso dos autocarros dos TUB ao Campus de Gualtar.
Nesta situação, a acessibilidade dos autocarros e o reforço desta linha (entre a CP e a UM) fica a meio caminho, o que é frustrante após tanto dinheiro gasto na renovação da Rua Nova de Santa Cruz.
Este é, apenas, mais um exemplo da incapacidade e incompetência da gestão Municipal de Braga quando propagandeia uma nova mobilidade para Braga e não faz o mínimo daquilo que é seu dever.
Ainda sobre publicidade enganadora, a Juventude Socialista de Braga pergunta como se pode publicar um texto desta natureza:
  • “O projeto dos TUB visa o serviço desde a estação da CP e atravessa o Pólo de Gualtar da Universidade do Minho até um interface TC/TC a norte deste, servindo de forma conveniente os 15 mil utilizadores do campus.
  • Paralelamente foi lançado um concurso para aquisição de 31 autocarros elétricos que foram adjudicados à CaetanoBus. O primeiro autocarro elétrico chegará em maio.
  • Foram adquiridos 75 autocarros, 31 dos quais elétricos
  • Os 31 autocarros elétricos, preparados para o futuro BRT, têm motorização e eletrónica da Siemens, sendo dotados de tecnologias da Indústria 4.0.
  • Além dos ganhos ambientais e de saúde, este autocarro tem um custo de manutenção 25% abaixo do custo de um a diesel novo e o consumo de energia é de dez euros a cada 100 quilómetros, muito abaixo dos 45 euros por 100 quilómetros do mesmo.
  • Braga foi a primeira cidade portuguesa a fazer a opção pela tração elétrica nos autocarros urbanos.”
Para depois, em Julho de 2018, se retificar para o seguinte:
  • “os Transportes Urbanos de Braga (TUB) vão investir dez milhões de euros na renovação de 30% da sua frota. O objetivo, até 2021, é adquirir 36 novos autocarros – 27 a gás natural comprimido e nove elétricos. A novidade foi revelada por Ricardo Rio, presidente da Câmara Municipal de Braga, durante a Assembleia Municipal, no passado dia 20 de julho”
(cf.http://www.transportesemrevista.com/ Default.aspx?tabid=210&language=pt-PT&id=58359).

Perante a desfaçatez de ter anunciado 31 autocarros eléctricos, em 2016, para agora apenas concretizar a compra de 9 viaturas elétricas, não é dever do senhor presidente da Câmara Municipal explicar aos bracarenses mais uma reviravolta numa área tão estratégica?

A ILUSÃO E A REALIDADE

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