As instalações da antiga Fábrica Confiança, sediada na freguesia de S. Vítor, são património material da cidade de Braga enquanto memória da indústria e dos cheiros que se sentiam na cidade de Braga no passado século.
Perante uma premissa tão simples quanto a enunciada, os vereadores da Câmara Municipal de Braga votaram, no final de 2012, de forma consensual e unânime, a expropriação da antiga fábrica. À data, o vereador Ricardo Rio, e futuro candidato à presidência da CMB, votou favoravelmente sendo, simultaneamente, um dos mediadores deste negócio cuja importância era transversal para as diferentes áreas do concelho.
Ficava então estabelecido que “com este regresso à situação inicial, a autarquia fica mais próxima de concretizar o objectivo de recuperar o imóvel, para ali instalar um hostel e áreas de comércio e restauração, bem como um museu destinado a perpetuar a memória da Confiança, uma unidade industrial histórica na cidade.” (in Público, 2012).
Enquanto candidato nas eleições autárquicas de 2013, querendo impor um novo rosto para Braga, o Dr. Ricardo Rio afirmava que a Fábrica Confiança deveria manter-se no erário público para, assim, poder alavancar o eixo entre a cidade e a universidade (lembremos que, na altura, o edifício era uma possibilidade reiterada para uma nova sede da Associação Académica da Universidade do Minho), bem como dinamizar o tecido cultural presente no concelho.
Cinco anos volvidos e os bracarenses sabem agora quais as intenções do atual presidente de câmara: vender a confiança, reverter uma promessa eleitoral e esquecer a memória da nossa terra. Não pode ser aceitável que o município vote favoravelmente uma expropriação, sob pretexto de interesse público (devido e justificado), para que, passados alguns anos, possa vender o edifício a privados.
A memória da cidade, a cultura e o nosso património não podem, nem devem, ser um negócio. As responsabilidades que se esperam de um agente político são proporcionais às promessas que o mesmo faz. E os jovens socialistas não podem aceitar que a CMB seja gerida de forma irresponsável e inusitada.

A Juventude Socialista de Braga sugere assim que:
1. As instalações da antiga Fábrica Confiança possam servir como alternativa à lacuna de camas em residências universitárias, numa altura em que a pressão imobiliária e o número de estudantes deslocados na Universidade do Minho criam um grave problema no alojamento universitário;
2. As instalações da antiga Fábrica Confiança possam servir como ‘hub’ cultural, à semelhança do que é praticado noutras cidades do país, estimulando as práticas culturais e o tecido associativo presente na cidade;

Por Braga,
Afirmamos Futuro.

A MEMÓRIA DA CIDADE. UMA QUESTÃO DE CONFIANÇA.

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