Na sequência da notícia veiculada, no dia de ontem (22 de Janeiro), pelo Correio do Minho, sobre a nova proposta de mobilidade para a cidade, pela Câmara Municipal de Braga, que contempla mais semáforos, mais passadeiras, entre outras medidas, a Juventude Socialista de Braga vem, por este meio, expressar a sua postura, de forma construtiva, aberta e frontal, contribuindo, como sempre, para o debate das causas que movem a nossa cidade.
Assim sendo, e consoante os elementos conhecidos sobre este projeto que se insere no Planeamento Urbano e Ordenamento do Território, destacam-se:

As oportunidades:

– A abertura de uma ciclovia é uma proposta positiva para a cidade, pelo forte cariz ambiental e sustentável deste meio de transporte, consumando o desejo de termos cada vez mais uma cidade “amiga” do ambiente. Seguindo uma agenda tão querida para os socialistas, na área da mobilidade e da sustentabilidade, reconhece-se, ainda, a necessidade de construção e atualização dos acessos deste tipo disponíveis na cidade, alavancando um modo suave de mobilidade para todas as gerações.
– Reconhece-se, de igual forma, que a faixa prevista de exclusividade a autocarros (faixa bus), à semelhança do que acontece em diversas cidades europeias e mundiais, poderá possibilitar um melhor funcionamento e articulação dos horários dos transportes públicos, respondendo diretamente aos problemas que afetam os seus utilizadores.
– Tal como reivindicado, por diversas vezes, pela Juventude Socialista, importa acompanhar estas alterações com uma campanha de sensibilização, junto dos mais jovens, para a importância da mobilidade sustentável e ecologicamente equilibrada.

A ter em atenção:

– A “Semaforização”, projetada para esta via, poderá acabar por gerar alguns transtornos de circulação do tráfego, tendo em conta que a faixa da Rodovia, que faz a ligação da Rotunda do Santos da Cunha à Rotunda da Universidade do Minho, é uma das vias mais movimentadas da cidade e vital para o acesso a zonas altamente movimentadas, como a própria Universidade do Minho. Receia-se, aqui, que se verifique “um pára-arranca” sobretudo nas ditas “horas de ponta”, podendo afetar de forma severa a funcionalidade desta via, alargando, ainda mais, o trânsito que se faz sentir no coração da cidade.

– A retirada das passagens aéreas, do ponto de vista da segurança, não constitui uma medida adequadamente ponderada, quando consideradas as caraterísticas da própria via. Acreditamos que uma passagem aérea protegerá, indubitavelmente, melhor os peões que a frequentem. Com isto, impõe-se que a CMB estude o impacto que estas alterações possam ter na salvaguarda dos cidadãos, recusando-se a avançar para experimentalismos cujos danos são irreparáveis.

Ainda assim, esperamos de forma serena pelo projeto final que nos permita retirar conclusões de caráter definitivo, na esperança de que o executivo saberá atentar a estas sugestões, de forma responsável, contribuindo para um bom funcionamento da democracia em prol dos bracarenses.
De igual forma, achamos que deve ser esclarecida a questão da existência ou não de um alargamento considerável na via, visto que, à luz do apresentado, apenas uma das duas opções parece concretizável: ou a abertura de uma faixa para autocarros, bem como de uma pista de ciclovia com o estreitamento das zonas de peões; ou através do estreitamento das vias de trânsito dos veículos. Importa, assim, que a Câmara Municipal de Braga possa clarificar o projeto para que este seja passível de compreensão plena.

Os jovens da Juventude Socialista estão ao dispor da Câmara Municipal e dos munícipes no sentido de encontrarmos as melhores alternativas para esta e outras propostas.
O futuro é de todos e nós seremos, certamente, parte dele. Exige-se assim que as políticas públicas de planeamento da nossa cidade, de hoje e para o futuro, sejam pautadas pela exigência e pelo rigor.

Juntos, Afirmamos Futuro.
Saudações Socialistas.

REAÇÃO À “HUMANIZAÇÃO” DO EIXO DA RODOVIA PELA CMB

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