A Concelhia de Braga da Juventude Socialista vem por este meio alertar para a situação atual das Sete Fontes, espaço classificado como Monumento Nacional desde de 25 de Maio de 2011. Este alerta surge no contexto de um apuramento, no terreno, por parte de alguns elementos da estrutura da JS Braga.

Consoante podemos observar nas imagens (abaixo disponibilizadas), estamos perante uma situação em que, num terreno privado inserido na área classificada como Monumento Nacional, se poderá estar a assistir ao início de um plano de construção por parte do seu proprietário.

Atualmente, e contra aquilo que são as práticas normais, encontra-se já construída uma vedação delimitadora que obstrui a passagem a quem percorre estes trilhos, podendo afetar, severamente, a segurança dos mais jovens. Para além disto, pode constatar-sea presença de várias estacas de betão no terreno delimitado, que poderá, eventualmente, indicar um alargamento da área delimitada, bem como de tubos (manilhas utilizadas na construção civil para transporte de esgotos sanitários e industriais) no “interior” deste terreno.

A classificação em causa (de Monumento Nacional) confere, às Sete Fontes, um estatuto de ZEP (Zona Especial de Proteção), com o claro objetivo de proteger a obra natural e arqueológica do sistema de abastecimento de águas da cidade de Braga no século XVIII e da sua área circundante, consoante o mencionado na Portaria n° 576/2011, de 7 de Junho de 2011.

Assim sendo, tendo como linha orientadora o Plano Diretor Municipal de Maio de 2015, entendemos que sobre as 7 Fontes a Câmara Municipal de Braga deve promover a proteção e valorização do seu património, no que concerne, por exemplo ao projeto previsto do Parque Eco Monumental, Espaços Públicos e Espaços Verdes, que tenciona promover:

a) Valorização e reordenamento de uma importante componente da Estrutura Ecológica Municipal;

b) Garantir o máximo de área de espaço verde de enquadramento na envolvente do monumento classificado.

Tendo isto em consideração, a JS Braga receia a possibilidade de se poder verificar a execução de uma obra de iniciativa privada, que retira toda a possibilidade de ser executado o planeamento municipal para o espaço.

Tendo em conta que, à data, se verifica a presença de elementos que não se inserem numa lógica de preservação e acesso público de um Monumento Nacional, sendo eles:

1) a existência deste tipo de vedação que constitui uma clara obstrução à passagem;

2) a ameaça à segurança dos visitantes (sobretudo de menores), uma vez que a vedação não cumpre os critérios de segurança pública;

3) a possível inviabilização da extensão do previsto parque eco-monumental, dado que este terreno, além de dispor de “respiradouros” deste Monumento Nacional, se encontra entre duas “mães-de-água”;

Vem a JS Braga, por este meio, requerer um esclarecimento, claro e transparente, por parte da Câmara Municipal de Braga sobre algumas questões:

i) Está, a CMB (Câmara Municipal de Braga) ao corrente da situação?
ii) Que tipo de providências estará, a CMB, disposta a tomar no sentido de inviabilizar o prosseguimento desta obra (bem como da reversão dos procedimentos já efetuados)?

Por último, a JS Braga manifesta a sua vontade, empenho e disponibilidade perante a Câmara Municipal de Braga, no sentido de serem encontradas soluções para uma das jóias arqueológicas e naturais da cidade, que deve constituir património de futuras gerações.

Atentos e conscientes,
Afirmamos Futuro.

SEM REI NEM ROQUE – ASSIM VÃO AS SETE FONTES

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

Este site utiliza cookies próprios e de terceiros. Se continuar a navegar, consideramos que aceita o seu uso.